O Parlamento Europeu debateu hoje, em Estrasburgo, a declaração do Conselho e da Comissão sobre os “Incidentes recentes de tráfico de seres humanos no Mediterrâneo“, debate que contou com a participação do Eurodeputado Carlos Coelho.

Estima-se que mais de 3.500 tenham morrido a tentar atravessar o mediterrâneo. Só no dia de Natal foram salvos 1.300.

Carlos Coelho alertou para o facto de “observarmos uma nova – e assustadora – estratégia dos traficantes: abandonar grandes cargueiros, em piloto automático, carregados com nacionais de países terceiros. Foram mais de mil imigrantes em condições desumanas”, homenageando as autoridades que têm salvado milhares de pessoas nos últimos meses.

Para o social-democrata, “temos de pensar no longo prazo, trabalhar na origem dos problemas: nomeadamente através de acordos com os países de origem, rotas de imigração legal, ajudam ao desenvolvimento. Só assim poderemos reduzir de forma sustentada esta pressão migratória crescente”.

Por outro lado, Carlos Coelho destacou que “é imperativo impedir que o Mediterrâneo se torne em mais um cenário de tragédia, semelhante àquele de que os imigrantes lutam para escapar. Muitos têm dito e eu concordo que o Mediterrâneo não se pode transformar no cemitério da Europa” e sublinhou que “temos de punir eficazmente os traficantes e devemos ser humanos com o elemento mais fraco deste fenómeno: os homens, mulheres e crianças que tentam fugirem a flagelos inimagináveis”.

Para o eurodeputado “há que que repensar o papel da Frontex e assegurar que dispõe dos instrumentos mais adequados e temos de ter um verdadeiro sistema solidário de asilo”;

Carlos Coelho, finaliza apelando à uniformização das operações de Busca e Salvamento, ressalvando que no ano passado foi aprovado um Regulamento que estabelece regras obrigatórias sobre operações de busca e salvamento de imigrantes no mar pelo que “há agora que responder à existência de regras diferentes entre as operações financiadas com o orçamento da União e da responsabilidade dos Estados-Membros. Salvar vidas humanas deve ser uma prioridade para todos”!