A Eurodeputada quer discutir a coesão territorial e a taxa de cofinanciamento das RUP

Cláudia Monteiro de Aguiar foi a única deputada a integrar o lote de oradores da 46.ª Assembleia Geral das Regiões Periféricas e Marítimas (CRPM), que este ano se realizou na Ilha da Madeira. Este encontro reuniu no Funchal os mais altos representantes de 160 regiões de 25 Estados-Membros da União Europeia.

A Eurodeputada madeirense, como membro da Comissão dos Transportes e Turismo (TRAN) do Parlamento Europeu, fez parte do painel que debateu o tema da ‘Acessibilidade e Transportes’. 

Com Cláudia Monteiro de Aguiar, para discutir este tema, estiveram ainda Frédéric Versini, da Direção-Geral MOVE da Comissão Europeia e Miguel Ángel Revilla, presidente de Cantabria. A moderação ficou a cargo de Annika Annerby Jansson, vice-presidente da região sueca de Skåne.

Enquanto madeirense e sendo os transportes e acessibilidades uma temática que faz parte do trabalho da deputada no Parlamento Europeu, a coesão territorial foi um dos tópicos que Cláudia Monteiro de Aguiar abordou.

Além disso, numa altura em que se discute o próximo quadro financeiro plurianual 2021-2027 e as respetivas propostas sectoriais, a Eurodeputada quis trazer para o cerne da discussão as preocupações das regiões ultraperiféricas e se as mesmas estarão ou não asseguradas.

Cláudia Monteiro de Aguiar defende que a coesão territorial deve ser um objetivo do Mecanismo Interligar a Europa 2, a taxa de co-financiamento para as ultraperiféricas deve ser equivalente à taxa máxima, ou seja, de 85%, igual à que atualmente se pratica no FEDER e no Fundo de Coesão e deve haver um concurso de apresentação de projetos só para as regiões ultraperiféricas. Enquanto Eurodeputada do PSD, “sempre defendi a Madeira na Europa enquanto Região Ultraperiférica nos transportes e acessibilidades, de maneira a encurtar a distancia entre a ilha e o continente europeu”.