Cláudia Monteiro de Aguiar endereçou, uma vez mais, várias perguntas sobre a Venezuela à Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança e Vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, à luz das recentes notícias que dão conta que cinco países da União Europeia irão doar cerca de 16 milhões de euros em ajuda humanitária para a Venezuela. Entre eles constam França, Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha.

A falta de menção de Portugal neste lote solidário motivou Cláudia Monteiro de Aguiar a interrogar a Alta Representante sobre um eventual envio de ajuda humanitária ao povo venezuelano do Governo Português, bem como de outros Estados-Membros. “Temos largos milhares de portugueses e luso-descendentes a viver naquele país que esperam e desesperam por uma resposta ou apoio do Governo Português. Em que se tem traduzido esse apoio? Estas pessoas precisam que Portugal se deixe apenas de palavras e passe a mais acções. Portugal devia estar neste lote de países que vai enviar ajuda humanitária”, critica Cláudia Monteiro de Aguiar.

Além disso, no dia 31 de janeiro após o encontro dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini anunciou que a União Europeia já tinha mobilizado ajuda humanitária para a Venezuela e os países vizinhos com cerca de 50 milhões de euros, somando aos cinco milhões anunciados a 5 de fevereiro face à situação humanitária urgente que se vive naquele país.

Tendo em conta os acontecimentos do fim-de-semana passado, onde a ajuda não chegou à Venezuela pois as operações foram impedidas pelas autoridades que controlam o aparelho de segurança venezuelano, e apesar de Nicolás Maduro ter anunciado que aceitará uma oferta da União Europeia para introduzir “legalmente” ajuda humanitária no país, Cláudia Monteiro de Aguiar interrogou de que forma é que a União Europeia irá garantir que essa ajuda irá realmente chegar aos venezuelanos.

“É preciso um controlo apertado. Quem vai fiscalizar a ajuda, quem vai ter a certeza que esta realmente chegou aos que passam fome e aos que precisam de medicamentos? Como podemos ter a certeza que não vão dar outro uso à ajuda humanitária? A União Europeia precisa de garantir que os que sofrem todos os dias às mãos de um regime ditatorial, como é o caso da Venezuela, recebam a ajuda que de alguma forma os permitirá continuar a lutar pela democracia”, rematou Cláudia Monteiro de Aguiar.