Monteiro de Aguiar consegue aumento de cofinanciamento para transportes

 

A Comissão dos Transportes e Turismo reuniu-se, em Bruxelas, para analisar várias emendas e propostas, entre elas, a proposta de Cláudia Monteiro de Aguiar que pedia a inclusão da Ilha da Madeira no chamado Corredor Prioritário do Atlântico, dentro do Mecanismo Interligar a Europa (MIE), instrumento financeiro destinado a apoiar investimentos nas redes de infraestruturas europeias nos sectores do transporte, da energia e digital. E foi com satisfação que a Deputada Madeirense viu a sua proposta seguir para Plenário. 

Isto significa que, a ser aprovada em Estrasburgo e depois pelo Conselho, a Madeira irá beneficiar de uma plataforma privilegiada para a coordenação dos investimentos nas infraestruturas, com o objetivo de serem ultrapassadas barreiras técnicas e operacionais. O Corredor proporciona ligações terrestres e marítimas entre a Península Ibérica com França e Alemanha e, atualmente, a sua extensão é responsável por mais de 7.800 km de rede ferroviária central, mais de 4.400 km de estrada, incluindo oito portos, sete aeroportos, dez terminais ferroviários e sete nós urbanos.

Recorde-se também que, em junho deste ano, após a Comissão Europeia ter apresentado os ajustes à rede transeuropeia de transportes, onde houve apenas a inserção do rio navegável do Douro no Corredor Atlântico, a Eurodeputada do PSD questionou de onde surgia a decisão de apenas alargar o Corredor para o Douro, sem serem ouvidas as Regiões. Agora vê aprovada a sua emenda em prol das Regiões Ultraperiféricas (RUP) e da Madeira, em particular.

Além disso, votada favoravelmente foi também a proposta de Cláudia Monteiro de Aguiar que requeria um máximo de 85% de cofinanciamento para projetos nos transportes, energia e digital para as RUP – a proposta inicial apenas previa um cofinanciamento de 50%.  Este cofinanciamento é dirigido a apoiar sistemas de aplicações temáticas, a ações de apoio às autoestradas do mar, ações de apoio às novas tecnologias e à inovação, à melhoria da segurança das infraestruturas e à cobertura ininterrupta com sistemas 5G ao longo dos principais caminhos de transporte.

“A melhoria das necessidades em termos de transporte, energia e área digital são essenciais para reduzir o fosso de acessibilidade das Regiões Ultraperiféricas, causado pelo afastamento da Europa continental, pela insularidade (na maioria dos casos) e pela topografia difícil. As regiões ultraperiféricas necessitam de medidas específicas para fazer face às suas limitações naturais”, justificou Cláudia Monteiro de Aguiar.