A Eurodeputada é uma das principais vozes ativas no Parlamento Europeu contra a situação política daquele país

A Oposição Democrática Venezuelana recebeu hoje, das mãos do presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, o Prémio Sakharov 2017, em Estrasburgo. Os laureados, a Assembleia Nacional e os presos políticos do regime, foram representados por Julio Borges e Antonio Ladezma, assim como por alguns familiares dos restantes representantes dos mais de 300 oposicionistas encarcerados, Leopoldo López, Daniel Ceballos, Yon Goicoechea, Lorent Saleh, Alfredo Ramos e Andrea González.

Para Cláudia Monteiro de Aguiar este foi o “reconhecimento das vozes ativas na luta pelos direitos humanos, pela dignidade humana e pela democracia na Venezuela”. Para a Eurodeputada, os laureados hoje “representam a luta de um povo que sofre diariamente uma crise política, económica e social, fruto de um regime ditatorial cada vez menos encoberto, como é exemplo a recente intenção de não permitir oposição nas próximas eleições presidenciais, esperadas para 2018.”

Cláudia Monteiro de Aguiar lamenta ainda a ausência deliberada dos Eurodeputados do Bloco de Esquerda e do Partido comunista Português, num sinal de claro desrespeito pelos mais elementares princípios democráticos. Para a Eurodeputada, “não podemos abster-nos de condenar a degradação social, económica e política de um país que soube acolher tantos europeus quando estes precisaram.” Para a Eurodeputada, “as armas da democracia têm de ser sempre a palavra livre e a sua expressão no voto.”

Em Setembro último, a Eurodeputada madeirense pediu a Federica Mogherini “ações concretas para colmatar a falta de ajuda humanitária, que não chega às populações mais necessitadas”, remetendo ainda a sua intervenção para a situação que a Ilha da Madeira enfrenta, com  a chegada de cerca de 3000 emigrantes de primeira geração, luso-descendentes e cônjuges. Também em Junho e Julho, Cláudia Monteiro de Aguiar enviou duas missivas à Alta-Representante sobre a criação de corredores humanitários e sobre a possibilidade de serem aplicadas sanções.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, instituído em 1988, é um dos instrumentos de promoção dos Direitos Humanos do Parlamento Europeu. Este prémio é atribuído a pessoas ou a organizações que tenham dado uma contribuição excecional para a luta em prol dos direitos humanos em todo o mundo, chamando a atenção para as violações dos direitos humanos e apoiando os laureados e a sua causa.